há doce pra tanta gente
que de tanto amargar
virar nuvem de céu
e chover estrelas por onde ela passar
vislumbrar tua face esfriada
nos olhos de quem já serviu
cutuca-la até sangrar
e não me importa se faz cócegas
o que eu quero é enxugar a tristeza que de tanto rir
a deixou banguela
cantarolando os sonhos na borda dos gritos de quem já dormiu
e avistar lalonge
aquele selo pregado com cuspenanuca
com olhos fartos de quem nunca beijou.
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