- faltou uma Coka-Cola! disse minha mãe
e de repente uma vontade danada
corri pra esquina, na Quitanda de Seu menino
lá estava, gloriosa, na banca
brilhante, aquele nome maravilhoso
naquele rótulo lindo de cor vermelha
corri em câmera lenta
arrastei a bendita para as minhas mãos
e despejei as moedas no balcão
voltei pra casa...
- o almoço tá pronto.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Primeiro sintoma
um chute no colchão:
acorda menino!
da janela ele vinha me abraçando
com aquela luz forte de toda manhã
embalado de um bocejo vibrante
e duas piscadas de olhos
lembrei-me do verso de Caio Fernando:
"que seja doce"...
foi meu lema para o resto do dia.
acorda menino!
da janela ele vinha me abraçando
com aquela luz forte de toda manhã
embalado de um bocejo vibrante
e duas piscadas de olhos
lembrei-me do verso de Caio Fernando:
"que seja doce"...
foi meu lema para o resto do dia.
Boa noite
da mais vasta ilusão
penso que tenho razão
em cima do coqueiro de andorinhas
caminhando em direção a luz
e não é difícil não...
sentindo a brisa da noite sem saber onde parar
louco só de nome, querendo Ana beijar
antes fosse, do que seja, é importante mencionar
isso só traz alívio na hora,
bom é mesmo depois que se entregar
quatro pernas, ele diz que sente ter
olho com um olhar sarcástico e rio
rapaz, vá dormir...
penso que tenho razão
em cima do coqueiro de andorinhas
caminhando em direção a luz
e não é difícil não...
sentindo a brisa da noite sem saber onde parar
louco só de nome, querendo Ana beijar
antes fosse, do que seja, é importante mencionar
isso só traz alívio na hora,
bom é mesmo depois que se entregar
quatro pernas, ele diz que sente ter
olho com um olhar sarcástico e rio
rapaz, vá dormir...
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Sexta
o de ontem, antes hoje
tempos de escolhas
não me resta o restante
nem tão pouco o instante
se for somente a circunstância
e a insistente perca da lágrima
o riso que brota d'água
descansa no riacho
beleza de menina sorriso de garoto
virar roteiro de curta, que custa
cortar, amar, ser abraçado, dormir agarrado
ah, minha sorte.
Nenzinha
mulher da cozinha
amor e farinha
um prato de feijão
sentada na calçada
conversa com Seu João
remédio bom pra tosse
mel com agrião.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Sobremesa
há doce pra tanta gente
que de tanto amargar
virar nuvem de céu
e chover estrelas por onde ela passar
vislumbrar tua face esfriada
nos olhos de quem já serviu
cutuca-la até sangrar
e não me importa se faz cócegas
o que eu quero é enxugar a tristeza que de tanto rir
a deixou banguela
cantarolando os sonhos na borda dos gritos de quem já dormiu
e avistar lalonge
aquele selo pregado com cuspenanuca
com olhos fartos de quem nunca beijou.
que de tanto amargar
virar nuvem de céu
e chover estrelas por onde ela passar
vislumbrar tua face esfriada
nos olhos de quem já serviu
cutuca-la até sangrar
e não me importa se faz cócegas
o que eu quero é enxugar a tristeza que de tanto rir
a deixou banguela
cantarolando os sonhos na borda dos gritos de quem já dormiu
e avistar lalonge
aquele selo pregado com cuspenanuca
com olhos fartos de quem nunca beijou.
1º Ato
Enfim, pratos à mesa, comida servida ao tom e belo gosto de todos os paladares ali onde se encontravam.
Cogitar a idéia de que se fosse por um momento apenas, fingir ser família unida.
Eu via, sentia, que em cada gesto que se manifestava, era sinal para o meu desconfiometro marcar a total sujeira moral presente ali.
Uma força capaz de destruir por completo o resto de esperança e ânimo que havia guardado para depois do pôr-do-sol.
Servir-me, fartar-me, era o pensamento. Somente.
Cogitar a idéia de que se fosse por um momento apenas, fingir ser família unida.
Eu via, sentia, que em cada gesto que se manifestava, era sinal para o meu desconfiometro marcar a total sujeira moral presente ali.
Uma força capaz de destruir por completo o resto de esperança e ânimo que havia guardado para depois do pôr-do-sol.
Servir-me, fartar-me, era o pensamento. Somente.
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